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Messegães
Monção


Messegães dista 11 km da sede do concelho. Confronta com o rio Minho, a norte e poente, Valadares, a nascente, e Ceivães, a sul e poente. São seus lugares principais: Paço, Pereiro, Vila, Cruzeiro, Chão, Cachada, Senra e Cova. O topónimo vem de messe, seara. As planícies onde esteve a antiga igreja ainda conservam o nome de Searas ou chã de Messegães. A primeira apresentação era da casa dos marqueses de Vila Real, mas, tendo perdido a vida, por traidor à Pátria, o último titular, em 1641, e criando D. João IV a Casa do Infantado, passou para ela a maior parte dos bens e rendas confiscados. Pertenceu, anteriormente, ao concelho de Valadares, extinto em 1855.

Orago
S. Miguel

População
258 habitantes

Atividades económicas
Pecuária e agricultura, vinicultura, pesca fluvial, pequeno comércio e pequena indústria

Festas e Romarias
S. Miguel (29 de Setembro)

Património cultural e edificado
Igreja paroquial, Santuário do Senhor dos Passos, nichos e alminhas e três cruzeiros

Outros locais de interesse turístico
Margens do rio Minho e Águas de Santo Antão

Gastronomia
Debulho de sável e arroz de lampreia

Valadares
Monção


Valadares dista 11 km da sede do concelho. Confronta como rio Minho, a norte, Sá e Penso (Melgaço), a nascente, Badim, a sul, e Ceivães e Messegães, a poente. São seus lugares principais: Bemposta, Albergaria, Outeiral, Valadares, Cova, Cruzeiro, Portela, Pereiro, Grova e Amiosa. Foi antiga honra e sede de julgado medieval. A primeira menção à terra de Valadares remonta a 1156, numa partilha das rendas da diocese entre o bispo e o Cabido de Tui.

Aparece como distinta da sua confinante Penha da Rainha. Pelas Inquirições de 1258 sabe-se que ainda em meados do século XIII. Englobava uma vasta área correspondente a todo o actual concelho de Melgaço mais as freguesias de Messegães, S. João e Santa Eulália de Sá (hoje Valadares), Badim, Ceivães, Segude, Podame, Mou (Riba de Mouro) e Tagilde (Tangil). A falta de uma fortificação - que poderá ser explicada pelo facto de Almansor ter passado em Valadares na incursão que fez a Santiago de Compostela e ter arrasado o respectivo castelo - pode ter estado entre os motivos que levaram D. Afonso Henriques a fazer vila em Melgaço, em 1183, consciente pela certa de que a melhor defesa de uma terra são os seus moradores. Na Idade Média, a quase totalidade das freguesias de S. João e de Santa Eulália de Sá constituíam a honra homónima, que fora ,de D. Mendo Afonso, que, por sua vez, a vendeu a D. Paio Dias. Os administradores da terra entre os séculos XII e XIV deram origem à estirpe da Valadares, a partir do prócer afonsino D. Soeiro Aires, a quem o primeiro rei concedera o couto de S. Vicente.

Ainda no século XV, é em S. Paio (de Paderne) que se situa a câmara do arcebispado, isto é: a sede do arcediagado, mas o crescimento de Melgaço vai fazer esta vila talhar um alfoz próprio, que o foral manuelino sancionou. A terra de Valadares viu serem-lhe retiradas as paróquias ribeirinhas do rio Minho a leste de Penso. Por isso, porque em Valadares não havia vila nem cortes, no século XVI a sede do concelho foi transferida para a paróquia de Santa Eulália de Sá, que a partir de então recebeu a nova denominação. Com o fim do instituto administrativo das terras, a partir de D. Dinis, Valadares tornou-se também concelho, ao qual D. João II deu foral em 1417, confirmado por D. João II em 1487 e reformado por D. Manuel em 1512. Foi a partir do século XVI que a sede do concelho se instalou na freguesia de Valadares. O concelho de Valadares foi extinto por decreto de 24 de Outubro de 1855, perdendo então muitos dos seus privilégios e incorporando-se no concelho de Monção.

Orago
Santa Eulália

População
204 habitantes

Atividades económicas
Agricultura e pecuária, vinicultura, pequeno comércio e pequena indústria

Festas e Romarias
Senhora da Abadia e Santa Luzia (primeiro fim-de-semana de Agosto)

Património cultural e edificado
Igreja paroquial, Igreja da Misericórdia, Capela de Santa Luzia e casas do Rosal, da Amiosa e do Mezio

Outros locais de interesse turístico
Margens do rio Minho e Capela da Senhora da Abadia

Gastronomia
Arroz de lampreia

Monção


Sá dista 11 km da sede do concelho. Confronta com Valadares, a norte e poente, Penso (Melgaço), a nascente, e Badim, a sul. São seus lugares principais: Sá, Mato, Vila Franca, Albergaria, Eiras dos Mouros e Vilarinho. É uma terra antiga e com um passado rico, de que se orgulha. Em 916 existia já a vila romana de Sala. No reinado de D. Dinis formava, com a freguesia de Valadares (a cujo concelho pertenceu até à extinção deste), uma honra de D. Mendo Afonso, vicemordomo da comarca. Aqui nasceu Diogo Cão, descobridor de Angola e do Congo e levantador do notável padrão nas bocas do rio Zaire, filho de Pedro Cão e de uma senhora da Casa da Nóbrega, do concelho de Ponte da Barca. Descobriu o reino de Bruguela, Angola e Congo colocando o seu último padrão na Serra Parda a 21.° austrais. A igreja paroquial, construída no século XII, é um belo exemplar do estilo românico.

Orago
S. João Baptista

População
200 habitantes

Atividades económicas
Agricultura e pecuária, vinicultura, pequeno comércio e pequena indústria

Festas e Romarias
S. João Baptista (24 de Junho) e N. Senhora da Graça (Maio/Junho)

Património cultural e edificado
Igreja paroquial, Capela de Nossa Senhora da Graça e Quinta de Santo António

Outros locais de interesse turístico
Alto da Senhora da Graça e moinhos no ribeiro da Corga

Gastronomia
Cabrito assado no forno de pão



Mais informações em www.messegaes-valadares-sa.com