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Património Natural e Paisagístico

Os rios sempre foram presença constante na vida deste concelho. Do rio Minho, que os nossos vizinhos galegos tratam, carinhosamente, de “Pai Minho”, aos rios Mouro e Gadanha, a água foi, é, e será, um recurso de extrema importância e beleza paisagística.

O rio Minho é um dos rios do nosso país, onde o salmão ainda sobrevive, bem como, outras espécies em regressão, como a lampreia e o sável. A lontra é um mamífero, em regressão a nível europeu, que encontra, nestas águas, um pequeno refúgio.

A riqueza deste rio é um paraíso, para apreciar a fauna e praticar a pesca desportiva, nas muitas pesqueiras que “povoam” as duas margens. A Ecopista proporciona, no percurso de Monção, uma grande proximidade ao rio Minho, repleto de ilhotas, ínsuas, matas ripicolas e veigas férteis, protegidas pela Rede Natura 2000.

Ao longo das margens destes rios, além de um importante património histórico, constituído por pesqueiras, pontes e moinhos, encontram-se diversas áreas de lazer que primam pela qualidade, num ambiente natural de extrema serenidade, onde o murmurar das águas transmite sensações de plenitude.

Para visitar e deixar-se levar pelo encantamento, destaca-se o Parque das Caldas e o Parque de merendas de Lapela (rio Minho); as Zonas de Lazer de Mazedo, Pinheiros e Pias (rio Gadanha); e as Zonas de Lazer de Segude, Podame e Ponte de Mouro, esta última pertencente às freguesias de Barbeita e Ceivães (rio Mouro).

No Concelho de Monção, existem, ainda, trilhos pedestres que permitem o contacto com as realidades minhotas e as riquezas florísticas e faunísticas, bem como, diversas tipologias de uso do solo, as quais conferem e originam paisagens estruturalmente distintas. No âmbito da cinegética, importa mencionar que existem várias zonas de caça associativas e zonas de caça municipais.

O planalto de Santo António de Vale de Poldros, em Riba de Mouro, é uma zona coberta de tojo, giesta, urzes e carquejas, entremeado de campos de feno, tapadas e "cardenhas" (habitações típicas das brandas). Trata-se de uma área residencial agrícola sazonal, que terá as suas origens na Idade Média, longínqua ou durante o período moderno. Designadas, na região, por brandas, de pastoreio e cultivo - aproveitam os pastos de altitude da Serra da Peneda, durante os meses de verão (maio a setembro).

Outro elemento de elevado interesse são os "quartéis", locais de abrigo dos romeiros que, no dia de Sto. António, vem para a bênção do gado. A subida até este vale é de grande beleza paisagística, preservando a paisagem tradicional do Alto Minho. Todos os anos, em meados de junho, realiza-se a festividade dedicado ao Santo António que engloba, além da componente religiosa, um importante encontro de concertinas.