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Caldo Verde
MARAVILHA VENCEDORA | 7 Maravilhas da Gastronomia® (2011)

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Caldo Verde, a sopa mais portuguesa de todas.
Em 2011, A eleição das “7 Maravilhas da Gastronomia” divulgou e promoveu o património gastronómico nacional, reconhecendo os sabores únicos e a qualidade dos produtos com que os pratos são confecionados.
A ADRIMINHO, juntamente com os seis municípios que constituem o Vale do Minho, nomeadamente, os Municípios de Monção, Melgaço, Paredes de Coura, Valença, Vila Nova de Cerveira e Caminha, submeteu a candidatura da receita do Caldo Verde (Categoria de Sopas), a qual foi declarada como uma das 7 Maravilhas da Gastronomia de Portugal.

De origem Minhota, mas adotado por todas as regiões, a receita foi escrita em verso. Escritores e poetas referem-no: Camilo Castelo branco, Eça de Queirós, Júlio Dinis, Ramalho Ortigão. Correia de Oliveira define-o: “Que núpcias de sustento e de sabor”.

Fernando Pessoa foi devoto desta simbiose de caldo de batata e couve-galega. O poeta Arnaldo Ferreira descreve o caldo verde num poema que Amália cantou e imortalizou, tornando-se no segundo Hino Nacional, “Uma Casa Portuguesa”: “Basta Pouco, Poucochinho p’ra alegrar, uma existência singela...É só Amor, pão e vinho, e um Caldo Verde, verdinho a fumegar na tigela”.

Como ingredientes, tem couve-galega, batata, azeite, alho, cebola, água, chouriço e sal, sendo preparado num tradicional pote de ferro, com a ajuda de uma colher de pau, até estar pronto a servir, nas famosas tigelas de barro portuguesas.