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ESCUTEIROS ENTREGAM AO MUNICIPIO 50 ARMADILHAS PARA CAPTURA DE VESPA VELUTINA

22.12.2021
António Barbosa agradeceu o gesto dos jovens e acredita que este exemplo vai servir como incentivo à população local.
 
Com os primeiros registos a datarem de 2014, o território do Alto Minho tem assistido, nos anos mais recentes, à proliferação da vespa velutina, criando determinadas alterações no ecossistema e prejudicando diversas culturas agrícolas e a prática da apicultura.
 
Para combater esta espécie exótica invasora, deu-se inicio à eliminação dos ninhos reportados. Por indicação da Direção Geral de Saúde, numa primeira fase, com recurso à inceneração, e numa segunda fase, através da injeção de inseticida. No concelho de Monção, até 30 de novembro de 2021, foram eliminados 751 ninhos.
 
No sentido de intensificar a sua eliminação, o Município de Monção elaborou o Plano Municipal de Combate à Vespa Velutina 2022, compreendendo, entre outras medidas preventivas e ativas, a disseminação pelo território concelhio de armadilhas artesanais para a captura daquela espécie invasora.
 
Nesse sentido, foi solicitada a colaboração do Agrupamento de Escuteiros de Monção 791 e do Agrupamento de Escolas de Monção, através do Projeto Eco-Escolas, os quais começaram a “fazer” as referidas armadilhas para posterior distribuição pelas freguesias do concelho.
 
Simbolicamente, no passado sábado, na sede do Agrupamento de Escuteiros de Monção 791, António Barbosa recebeu das mãos dos escuteiros as primeiras 50 armadilhas artesanais. O autarca agradeceu o gesto dos jovens e acredita que este exemplo vai servir como incentivo à população.
 
Feitas em garrafas e garrafões de água com dois gargalos nas laterais, onde será depositada uma solução açucarada com vinho branco, groselha e cerveja preta, as armadilhas serão entregues ao responsável local pela eliminação dos ninhos, o qual procederá, com o apoio das juntas de freguesia, à respetiva colocação.
 
Esta ocorrerá, preferencialmente, junto aos ninhos eliminados, nos meses de fevereiro, março e abril, visando a captura das vespas rainhas que sobreviveram à hibernação, limitando-se, desta forma, a número de ninhos definitivos e a expansão da espécie.