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CERIMÓNIA DE INSTAÇÃO DOS ÓRGÃOS AUTARQUICOS

09.10.2021
Discurso do presidente da Câmara Municipal de Monção, António Barbosa
 
Começo por expressar a minha gratidão a todas as pessoas presentes nesta cerimónia de tomada de posse dos novos representantes dos órgãos autárquicos de Monção. Para mim, é com enorme honra e orgulho que volto a presidir aos destinos do nosso concelho. Um desafio motivador que assumo com paixão, responsabilidade e ambição.
 
Os monçanenses revelaram maturidade política durante o período de campanha e, em consciência, no dia 26 de setembro votaram naqueles que consideravam ser a melhor opção para o desenvolvimento da sua freguesia e do nosso concelho.
 
O resultado final não deixou qualquer dúvida sobre a vontade dos monçanenses em garantir continuidade à governação iniciada em outubro de 2017. A renovação da confiança no nosso projeto, sinalizada com uma votação histórica e expressiva, com vitórias em todas as freguesias do concelho, é a melhor prova que os monçanenses acreditam e confiam no “Caminho do Futuro” que apresentamos à população.
 
Quero agradecer o apoio incondicional e a confiança demonstradas nas nossas candidaturas e dizer-vos que, a partir de agora, serei o presidente de Câmara de todos os monçanenses, sem exceções, pautando a minha intervenção pela continuidade de uma política de proximidade, com respeito pela pluralidade de opiniões, rigor nas decisões e igualdade no tratamento.
 
Neste ponto, quero saudar todas as pessoas que, independentemente dos resultados obtidos, participaram nas eleições autárquicas. Uma palavra de apreço, igualmente, para aqueles que se retiraram da vida política ativa. Contamos com todos neste processo de construção de um concelho cada vez melhor.
 
Como não poderia deixar de ser, nesta primeira intervenção como Presidente da Câmara para o quadriénio 2021-2025, quero deixar uma mensagem de incentivo e apoio a todas as instituições e coletividades do nosso concelho, dizendo-lhes que o trabalho profícuo feito junto das populações locais, terá continuidade no mandato que agora iniciamos.
 
Quero felicitar, também, os membros eleitos para o Executivo Municipal, Assembleia Municipal e Assembleias de Freguesia. Somos um concelho afastado dos grandes centros urbanos que, felizmente, dispõe de grandes motivos de atratividade. Apesar disso, apenas conseguiremos alcançar os nossos objetivos se estivermos unidos e a remar na mesma direção. Com respeito pela diferença, a missão de todos será desenvolver Monção.
 
Nesta hora, uma palavra muito especial para quem esteve connosco neste primeiro mandato. Falo-vos da vereadora Natália Rocha e do vereador Duarte Amoedo. Durante o período que lideraram os respetivos pelouros, mostraram total dedicação, entusiasmo e competência. Enalteço essas caraterísticas pessoais, comuns aos dois, agradeço-lhes o trabalho que fizeram e desejo-lhes o melhor na sua vida profissional.
 
Aos senhores deputados e presidentes de Câmara presentes, dizer-lhes que Monção estará no futuro, como está no presente e esteve no passado, totalmente empenhado no desenvolvimento de um projeto comum a favor das populações locais. Como sempre, queremos participar na criação e concretização de políticas abrangentes que valorizem a nossa região. Contem connosco para, em conjunto, enfrentarmos as adversidades e os desafios que possam surgir.
 
Monçanenses
 
Há sensivelmente quatro anos, quando tomei posse para o primeiro mandato, neste magnifico auditório do Cine Teatro João Verde, o nosso concelho vivia o rescaldo de vários incêndios de grandes dimensões. Infelizmente, as chamas devastadoras atingiram diversas freguesias do concelho, causando enormes prejuízos à população. Várias pessoas perderam muito daquilo que construíram ao longo de uma vida.
 
A pouco mais do meio do mandato, fomos surpreendidos por uma pandemia que nos fez repensar o modo como vivemos e agimos no dia a dia. No seio da Comissão Municipal de Proteção Civil, decidimos, de acordo com o evoluir da situação, as medidas mais adequadas para fazer face ao surto epidemiológico, procurando minimizar as consequências negativas para as famílias monçanenses.
 
Houve momentos muito difíceis, de angústia e dor, mas nunca vacilamos nas nossas decisões. Da diversidade de opiniões, vindas dos representantes das entidades que constituem a Comissão, surgiram as respostas mais eficazes. Nos períodos mais difíceis, houve vários, encontramos força, resiliência e superação. Lamentavelmente, o problema ainda persiste. Estamos a enfrentá-lo. Continuamos a contar com o civismo e a responsabilidade da nossa população.
 
Os incêndios e a COVID 19 marcaram um primeiro mandato autárquico que, apesar de tudo, teve um balanço muito positivo. Olhando para os últimos quatro anos, numa conjuntura extremamente complexa, fico com a certeza que fizemos muito pelo desenvolvimento de Monção, sendo este progresso visível em vários setores de atividade. Tanto na sede do concelho como nas freguesias.
 
Não quero enumerar os investimentos realizados e os projetos executados para implementação neste mandato. Seria um exercício que não me importaria de fazer, mas que levaria muito tempo. A resposta ao nosso trabalho está no expressivo resultado eleitoral, na presença, cada vez maior, de turistas no nosso concelho e, digo-o com orgulho, na vontade de empresários em estabelecer-se no nosso território.
 
O investimento na sede do concelho e nas freguesias é uma realidade inquestionável. Ao longo do mandato, executamos um conjunto de intervenções estruturantes que projetaram o nome de Monção no exterior. Tudo feito com base numa rigorosa estratégia orçamental, permitindo-nos fazer obra sem colocar em causa a saúde financeira do município.
 
Sem pormenorizar o trabalho feito, não posso deixar de mencionar dois momentos deste mandato que encheram de alegria o coração de milhares de monçanenses. A eleição do Cordeiro à Moda de Monção, a nossa foda, como uma das 7 maravilhas da gastronomia nacional. Dia 16 de setembro de 2018, em Albufeira. Não esqueço. E a eleição das Roscas de Monção como uma das 7 maravilhas da doçaria nacional. Dia 7 de setembro de 2019, em Montemor-o-Velho. Também não esqueço.
 
Foram dois momentos de uma emoção indiscritível, de uma sensação excecional, de uma recordação que vou guardar para sempre. Na promoção das nossas candidaturas, demos corpo a várias iniciativas, apelando ao voto popular. Em cada local, em cada rosto, em cada atitude, sentimos o bairrismo dos monçanenses e o amor, sem condições, que dedicam à sua terra. Duas vitórias deliciosas. Que orgulho tão grande.
 
Já conhecia este cordão umbilical que liga os monçanenses à sua terra, contudo, a mobilização da população nestes concursos reforçou o meu sentimento. Quando temos um objetivo bem definido, os monçanenses são imparáveis, contagiando tudo e todos Estamos sempre prontos para valorizar a nossa identidade. Estamos sempre prontos para defender o que é nosso.
 
Monçanenses
 
Com esta cerimónia, abre-se um novo ciclo político que, indiscutivelmente, terá o mesmo objetivo do anterior: fazer de Monção um concelho atrativo para viver e investir. O nosso manifesto eleitoral, que apresentamos à população durante a campanha, é revelador daquilo que pretendemos levar a cabo nos próximos quatro anos.
 
Desde a cultura à educação, passando pelo desenvolvimento económico e preservação ambiental, o nosso programa abrange uma multiplicidade de atividades e investimentos. O objetivo geral é reforçar a centralidade de Monção, tornando o nosso município como um destino de excelência e um centro de inovação no contexto da região transfronteiriça.
 
Queremos atingir essa centralidade com a implementação de políticas ativas, autênticas e humanistas, feitas com base no diálogo, na partilha e na competência, falando sempre a verdade e agindo com rigor e transparência. Estou convencido que seremos um dos concelhos de média dimensão mais procurados de Portugal. Tanto por turistas como por investidores.
 
Os próximos quatro anos serão determinantes para a elevação da qualidade de vida dos monçanenses e para a fixação dos nossos jovens no concelho, através da criação de novas oportunidades laborais para quadros médios e superiores. Sem descurar os restantes setores, que merecerão toda a nossa atenção e empenho, vamos fortalecer o investimento na ação social e na educação.
 
São dois pilares fundamentais de uma plena vivência em comunidade. O primeiro garante conforto e bem-estar a quem mais necessita. O segundo constitui uma porta aberta para ganharmos o futuro. Como disse anteriormente, e repito hoje, só com uma educação de primeira podemos ambicionar ser um concelho de primeira.
 
Na minha primeira tomada de posse, no dia 21 de outubro de 2017, disse: “só com a mobilização de todos conseguiremos encontrar os caminhos que façam de Monção um concelho audaz, com uma nova vontade de acreditar no seu futuro”. Passado quatro anos, penso que essa mobilização e crença está conseguida. Os monçanenses acreditam nas suas capacidades e tem esperança num futuro melhor para os seus filhos.
 
Da nossa parte, tudo faremos para honrar a nossa história, valorizar o nosso património, dinamizar o nosso comércio e fortalecer a nossa agricultura. Da nossa parte, podem esperar coragem, determinação e disponibilidade para continuarmos a fazer de Monção, a nossa Monção, a mais linda terra de Portugal.
 
O futuro faz-se com todos.
 
Muito obrigado pela vossa presença.
 
Viva Monção.